Escrevi um tempo atrás sobre as infecções de trato urinário (ITU) de repetição, num post que gerou zilhões de emeios lá prá casa, alguns telefonemas, tantão de gente que vive esse problema.
Num leu? Vai lá então (Tomo antibiótico?), vai:
Pois bem, segundo as mais recentes publicações científicas e vários papos com colegas no encontro anual da International Continence Society, criei coragem de falar do uso do Cranberry.
Uma frutinha vermelha, da turma dos berries, típica de clima temperado e que tem a propriedade de acidificar a urina bem fortão, num ponto em que as bactérias não tem condição de se reproduzir e dão o fora.
Sim, com duas doses diárias de 300mg do tal Vaccinium macrocarpon Berry, com intervalos de 12 horas, vc consegue esse efeito.
Oraite, vamos mais uma vez considerar que tudo o que é divulgado aqui tem base em evidências científicas, e as tais possuem prazo de validade.
Até que se descubra outra novidade, isso é o que vale. Assim funciona a ciência, a reboque de verdades transitórias.
Portanto, se o caboclo quiser dar uma zerada no exame de cultura de urina, livrar-se do uso repetido de antibióticos e melhorar a resistência imunológica, sugiro uns dois meses de uso contínuo.
A sugestão desse prazo é minha, anote aí.
Pois dá prá usar menos tempo e obter um resultado bom também.
Só que aqui num se compra a tal cápsula mágica num Walgreens ou CVS, como nos EUA.
Confesso que trambiquei um tanto pros pacientes daqui, na minha viagem, principalmente prás crianças, mas foi por uma boa causa, oficórsi.
E lá vc compra em toda esquina, por 5 dólalds apenas, um frasqueto prá 45 dias.
É de chorar pelado...
No Brasil só dá prá usar se vc mandar manipular numa farmácia confiável, sob prescrição médica, e vai custar uns 80 mangos para um mês.
Caro prá quem já gasta tanto, mas ainda assim mais barato do que o uso de antibióticos.
Nunca tentei comprar naqueles sites que vc acha com a ajuda de São Gúgou, mas sei de gente que compra coisas por lá e dá certo.
Pode ser uma idéia.
Enfim, caso vc queira explorar mais o assunto, apele pro santo acima.
Lá vc vai ler artigos interessantes sobre a santa fruta.
Que fica perfeita em saladas, seca, que nem uva passa.
Diliça também.
Ah, tem o suco, que é vendido só nas mega power casas do ramo, importado tamém, custa os zóios da cara, e tem que tomar 500 ml por dia.
De novo, diliça.
E se depois vc quiser comemorar os resultados, junte o suco da fruta com vodka de boa qualidade e procedência, uma dose de Cointreau, outra de gin também bacana, agite e sirva numa taça de boca larga.
Chama-se Cosmopolitan, o drink do seriado Sex and the city.'
Esse é de tomar de joelhos.
Beijos,
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sexta-feira, 16 de outubro de 2009
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Tomo antibiótico???
Essa é uma dúvida realmente complicada para aquelas pessoas que tem resíduo urinário constantemente.
Sim, porque para todas as outras, ou seja, a maioria da população, infecção de trato urinário (ITU) deve sim ser tratada com antimicrobianos, os tais antibióticos.
Com ou sem sintomas, se der positivo o exame de urocultura, certamente o médico irá prescrever tais remédios.
Já no caso das pessoas com resíduo urinário por bexiga neurogênica, a coisa funciona um pouco diferente.
É que a bexiga dessas pessoas costuma desenvolver mecanismos de redução de danos para funcionar normalmente com a presença constante de bactérias na sua superfície, o que nós chamamos de colonização.
Essas bactérias são mais ou menos como um pessoal que resolveu invadir um espaço que achou favorável prá viver.
Isso porque a urina represada constantemente é um prato e tanto prá essas danadas.
Nesse caso a bexiga fica mais grossa, com uma pele interna mais espessa, prá impedir que as bactérias avancem prá dentro das células.
Mas, se o caboclo ficar com a resistência imunológica diminuída, coisa que acontece de vez em quando com qualquer um, as bactérias ficam se achando e partem pro ataque.
Ou melhor, pulam prá dentro das células e invadem geral.
A essa invasão dentro das células e que implica numa resposta efetiva do corpo, damos o nome de infecção.
A resposta do corpo vem na forma de febre, ardor para urinar, mudança no cheiro e na cor da urina, dor no pé da barriga, dificuldade prá urinar, sangue, pus, e por aí vai...
O nome dessa resposta é sintoma.
Mas agora vamos voltar lá pro caso das pessoas com resíduo urinário, e entender melhor o que acontece.
Essa tal urina que sempre sobra, alimenta as bactérias de um só tipo de família: Escherichia coli, Enteroccocus fecalis, Proteus Sp, etc.
Nomes lindos os delas, num acha?
Pois só vive um tipo de família lá dentro. E vive sempre lá, na boa. Comendo os restos do xixi preso.
Felizes. E sem causar doença nenhuma.
Que nem elas vivem na nossa boca, nos ajudando na quebra dos alimentos que comemos.
E, no caso da boca, se a gente fizer a limpeza adequada depois das refeições (escovação e fio dental), num resta muita comida prá elas, então elas se controlam, não se reproduzem demais e não causam danos, ficando na superfície.
Pois nessas bexigas acontece a mesmíssima coisa.
Se o peão tirar o resto de urina que ficou lá dentro depois de uma xixizada, usando o cateterismo intermitente, fica tudo mais fácil.
Só sobra um tiquinho de comida e as bactérias, que não são bobas nem nada, ficam de boa, namorando e se reproduzindo de forma controlada.
Só botam as manguinhas de fora quando o cabra ficar com resistência baixa.
E é facinho de perceber, pois aparecem aqueles sintomas todos, desequilibrando a vida do marmanjo.
Nessas horas, a primeira coisa a fazer é aumentar a ingestão de líquidos e também o número de cateterismos diários.
Sim, prá lavar a bexiga, de cima prá baixo, sacou?
Em seguida, procurar o seu urologista prá fazer o exame de cultura de urina com antibiograma, que é aquele teste que mostra a quais antibióticos as suas bactérias podem responder, e a quais deles elas já estão resistentes.
Enquanto o exame num fica pronto (uns 3 a 4 dias), a dica é falar com seu médico sobre a possibilidade de usar um antisséptico urinário, que funciona mais ou menos como um detergente na bexiga, e pode ajudar bastante.
E, quando o resultado do exame pintar, seu médico decidirá qual remédio deve te prescrever.
Em muitos casos, só com essas primeiras medidas, se tomadas rapidinho, a infecção pode se resolver.
Com isso, evita-se o uso indiscriminado de medicamentos que foram desenvolvidos para serem usados com critério, sempre sob orientação médica, correto?
E você escapa dos efeitos colaterais que todos os medicamentos apresentam.
Num é uma boa idéia?
Então pense nisso da próxima vez.
E, prá encerrar, uma dica muito interessante: percebeu que a pessoa que tem resíduo sempre tem a sua família de bactérias morando dentro da bexiga?
Pois bem, por isso mesmo é que o cateterismo intermitente, que eu já falei lá embaixo, pode ser feito de forma limpa e em casa.
Porque se você levar lá prá dentro algumas bactérias, elas serão certamente “jantadas” pela turma que mora lá dentro.
Na maior.
Mas não abuse. Quanto mais higiênico for o seu procedimento, mais garantido prá você, saca?!
E agora chega.
Um bom findi, que a semana foi pesadona, e eu pretendo descansar bem legal.
Sim, porque para todas as outras, ou seja, a maioria da população, infecção de trato urinário (ITU) deve sim ser tratada com antimicrobianos, os tais antibióticos.
Com ou sem sintomas, se der positivo o exame de urocultura, certamente o médico irá prescrever tais remédios.
Já no caso das pessoas com resíduo urinário por bexiga neurogênica, a coisa funciona um pouco diferente.
É que a bexiga dessas pessoas costuma desenvolver mecanismos de redução de danos para funcionar normalmente com a presença constante de bactérias na sua superfície, o que nós chamamos de colonização.
Essas bactérias são mais ou menos como um pessoal que resolveu invadir um espaço que achou favorável prá viver.
Isso porque a urina represada constantemente é um prato e tanto prá essas danadas.
Nesse caso a bexiga fica mais grossa, com uma pele interna mais espessa, prá impedir que as bactérias avancem prá dentro das células.
Mas, se o caboclo ficar com a resistência imunológica diminuída, coisa que acontece de vez em quando com qualquer um, as bactérias ficam se achando e partem pro ataque.
Ou melhor, pulam prá dentro das células e invadem geral.
A essa invasão dentro das células e que implica numa resposta efetiva do corpo, damos o nome de infecção.
A resposta do corpo vem na forma de febre, ardor para urinar, mudança no cheiro e na cor da urina, dor no pé da barriga, dificuldade prá urinar, sangue, pus, e por aí vai...
O nome dessa resposta é sintoma.
Mas agora vamos voltar lá pro caso das pessoas com resíduo urinário, e entender melhor o que acontece.
Essa tal urina que sempre sobra, alimenta as bactérias de um só tipo de família: Escherichia coli, Enteroccocus fecalis, Proteus Sp, etc.
Nomes lindos os delas, num acha?
Pois só vive um tipo de família lá dentro. E vive sempre lá, na boa. Comendo os restos do xixi preso.
Felizes. E sem causar doença nenhuma.
Que nem elas vivem na nossa boca, nos ajudando na quebra dos alimentos que comemos.
E, no caso da boca, se a gente fizer a limpeza adequada depois das refeições (escovação e fio dental), num resta muita comida prá elas, então elas se controlam, não se reproduzem demais e não causam danos, ficando na superfície.
Pois nessas bexigas acontece a mesmíssima coisa.
Se o peão tirar o resto de urina que ficou lá dentro depois de uma xixizada, usando o cateterismo intermitente, fica tudo mais fácil.
Só sobra um tiquinho de comida e as bactérias, que não são bobas nem nada, ficam de boa, namorando e se reproduzindo de forma controlada.
Só botam as manguinhas de fora quando o cabra ficar com resistência baixa.
E é facinho de perceber, pois aparecem aqueles sintomas todos, desequilibrando a vida do marmanjo.
Nessas horas, a primeira coisa a fazer é aumentar a ingestão de líquidos e também o número de cateterismos diários.
Sim, prá lavar a bexiga, de cima prá baixo, sacou?
Em seguida, procurar o seu urologista prá fazer o exame de cultura de urina com antibiograma, que é aquele teste que mostra a quais antibióticos as suas bactérias podem responder, e a quais deles elas já estão resistentes.
Enquanto o exame num fica pronto (uns 3 a 4 dias), a dica é falar com seu médico sobre a possibilidade de usar um antisséptico urinário, que funciona mais ou menos como um detergente na bexiga, e pode ajudar bastante.
E, quando o resultado do exame pintar, seu médico decidirá qual remédio deve te prescrever.
Em muitos casos, só com essas primeiras medidas, se tomadas rapidinho, a infecção pode se resolver.
Com isso, evita-se o uso indiscriminado de medicamentos que foram desenvolvidos para serem usados com critério, sempre sob orientação médica, correto?
E você escapa dos efeitos colaterais que todos os medicamentos apresentam.
Num é uma boa idéia?
Então pense nisso da próxima vez.
E, prá encerrar, uma dica muito interessante: percebeu que a pessoa que tem resíduo sempre tem a sua família de bactérias morando dentro da bexiga?
Pois bem, por isso mesmo é que o cateterismo intermitente, que eu já falei lá embaixo, pode ser feito de forma limpa e em casa.
Porque se você levar lá prá dentro algumas bactérias, elas serão certamente “jantadas” pela turma que mora lá dentro.
Na maior.
Mas não abuse. Quanto mais higiênico for o seu procedimento, mais garantido prá você, saca?!
E agora chega.
Um bom findi, que a semana foi pesadona, e eu pretendo descansar bem legal.
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