Agora chega de falar de alternativas, vou voltar um tiquinho na incontinência urinária, como já comentei no segundo post.
Para um diagnóstico mais apurado é fundamental que a pessoa seja submetida a alguns exames e, dentre eles, o exame urodinâmico é considerado “padrão ouro”.
Muitas pessoas que já fizeram o danado lembram com um certo pesar daquele dia fatídico.
Então vamos fuçar um pouco nisso.
Tudo começa com um bom preparo e, para isso, toda orientação ao caboclo é bem vinda.
A primeira etapa é chamada de Urofluxometria, que nada mais é do que um estudo, num gráfico, do fluxo do xixi. Isso mesmo, um desenho da mijada...
Com isso já se pode analisar se há alguma obstrução para a saída da urina, se o xixi é demorado demais, se é lento, se sai facinho ou com dificuldade e mais outros detalhes.
Basta que a pessoa esteja com a bexiga cheia e tenha vontade de urinar. Daí ela se dirige à sala de exame, é orientada a fazer seu xixi sentada (ou de pé, depende do hábito ou da condição de cada um), sem ninguém por perto. O examinador programa tudo e sai da sala, prá pessoa ficar bem à vontade e ter um resultado com o mínimo de interferência.
Até aí tá fácil, né?
Depois disso, vem a parte chata: coloca-se um cateter vesical (sonda) dos mais fininhos na bexiga do peão, e um outro no ânus.
Sim, lá mesmo, coração. E esse tem um balão na ponta, que será preenchido com água.
Toda essa parafernália é fixada com adesivos e o cabra (ou a cabrita) volta prá tal cadeira onde tudo será conectado no aparelho.
É tanto caninho, fio e sensor, que quem olha pensa que se trata de um enfeite natalino.
Tá bom, tá bom, falta um tanto de brilho e uns piscas, eu concordo...
Pensou que tava tudo pronto? Que nada, agora é que vai começar a brincadeira.
A bexiga será preenchida com soro fisiológico (água com sal) através do cateter, bem devagar.
E o examinador vai registrando tudo o que achar conveniente, pois isso simula o enchimento da bexiga pela urina que escoa pelos ureteres, capturou?
Quando a vontade de urinar ficar fortona, interrompe-se o fluxo do soro e a pessoa é orientada a urinar.
Percebeu o drama? Fazer xixi na frente de alguém (ou alguéns!), com sonda na bexiga, outra no ânus, vestido com uma camisolona medonha, e ainda de pé?
É de desequilibrar o juízo, fala sério!!!
E quanto mais à vontade a pessoa fica, melhor o desempenho do exame.
Sim, porque nesse caso, o mais importante não são os números que se vê nos gráficos e sim, a forma como os eventos se dão: as perdas que podem ocorrer, quando surge o primeiro desejo de urinar, quando o desejo fica apertadão, e por aí vai.
E a gente fica lá, atenta aos resultados e ainda preocupada com o desconforto do paciente.
Sacou como a coisa toda é tensa?
Pois dois desses num dia deixam a gente com a cabeça quente, principalmente dependendo do que se encontra, das condições do doente, de dores e complicações.
Mas com um exame desses bem feito, pode-se avaliar exatamente como funcionam a bexiga, a torneira e ainda um prognóstico da função renal todinha.
Num é bacana?
Pode ficar ainda melhor se a pessoa for bem orientada, todos puderem se manter calmos e colaborativos, e houver alguma descontração no ambiente.
Sim, porque a habilidade de levar esses momentos difíceis com bom humor, com certeza faz até das experiências menos agradáveis, bons momentos de aprendizado.
Para todos.
Para um diagnóstico mais apurado é fundamental que a pessoa seja submetida a alguns exames e, dentre eles, o exame urodinâmico é considerado “padrão ouro”.
Muitas pessoas que já fizeram o danado lembram com um certo pesar daquele dia fatídico.
Então vamos fuçar um pouco nisso.
Tudo começa com um bom preparo e, para isso, toda orientação ao caboclo é bem vinda.
A primeira etapa é chamada de Urofluxometria, que nada mais é do que um estudo, num gráfico, do fluxo do xixi. Isso mesmo, um desenho da mijada...
Com isso já se pode analisar se há alguma obstrução para a saída da urina, se o xixi é demorado demais, se é lento, se sai facinho ou com dificuldade e mais outros detalhes.
Basta que a pessoa esteja com a bexiga cheia e tenha vontade de urinar. Daí ela se dirige à sala de exame, é orientada a fazer seu xixi sentada (ou de pé, depende do hábito ou da condição de cada um), sem ninguém por perto. O examinador programa tudo e sai da sala, prá pessoa ficar bem à vontade e ter um resultado com o mínimo de interferência.
Depois disso, vem a parte chata: coloca-se um cateter vesical (sonda) dos mais fininhos na bexiga do peão, e um outro no ânus.
Sim, lá mesmo, coração. E esse tem um balão na ponta, que será preenchido com água.
Toda essa parafernália é fixada com adesivos e o cabra (ou a cabrita) volta prá tal cadeira onde tudo será conectado no aparelho.
É tanto caninho, fio e sensor, que quem olha pensa que se trata de um enfeite natalino.
Tá bom, tá bom, falta um tanto de brilho e uns piscas, eu concordo...
Pensou que tava tudo pronto? Que nada, agora é que vai começar a brincadeira.
A bexiga será preenchida com soro fisiológico (água com sal) através do cateter, bem devagar.
E o examinador vai registrando tudo o que achar conveniente, pois isso simula o enchimento da bexiga pela urina que escoa pelos ureteres, capturou?
Quando a vontade de urinar ficar fortona, interrompe-se o fluxo do soro e a pessoa é orientada a urinar.
Percebeu o drama? Fazer xixi na frente de alguém (ou alguéns!), com sonda na bexiga, outra no ânus, vestido com uma camisolona medonha, e ainda de pé?
É de desequilibrar o juízo, fala sério!!!
E quanto mais à vontade a pessoa fica, melhor o desempenho do exame.
Sim, porque nesse caso, o mais importante não são os números que se vê nos gráficos e sim, a forma como os eventos se dão: as perdas que podem ocorrer, quando surge o primeiro desejo de urinar, quando o desejo fica apertadão, e por aí vai.
E a gente fica lá, atenta aos resultados e ainda preocupada com o desconforto do paciente.
Sacou como a coisa toda é tensa?
Pois dois desses num dia deixam a gente com a cabeça quente, principalmente dependendo do que se encontra, das condições do doente, de dores e complicações.
Mas com um exame desses bem feito, pode-se avaliar exatamente como funcionam a bexiga, a torneira e ainda um prognóstico da função renal todinha.
Num é bacana?
Pode ficar ainda melhor se a pessoa for bem orientada, todos puderem se manter calmos e colaborativos, e houver alguma descontração no ambiente.
Sim, porque a habilidade de levar esses momentos difíceis com bom humor, com certeza faz até das experiências menos agradáveis, bons momentos de aprendizado.
Para todos.

