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segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Plug anal

Continuando a nossa saga de opções estranhas para problemas complicados, voltamos a falar das perdas de fezes.
O tratamento da incontinência anal pode ser feito com o uso de medicamentos, cirurgias, reabilitação da musculatura do soalho pélvico, reeducação alimentar e intestinal, ou ainda, o uso de dispositivos que minimizem os sintomas e suas conseqüências, como o plug anal.
Sim, esse é o nome do único bagulho comercializado no Brasil, como uma alternativa para as pessoas que, mesmo após uma evacuação diária, continuam perdendo fezes em menores quantidades, no decorrer do dia, pois funciona como uma barreira efetiva para as fezes no reto.
Ele num cura nada, mas pode melhorar a convivência com a perda fecal, possibilitando menos situações constrangedoras. São destinados a pessoas com pequenas queixas que não justificam uma intervenção cirúrgica, pessoas com contra-indicações para uma cirurgia, ou ainda outras que aguardam uma cirurgia, e que querem sentir-se protegidas.
Não se assuste com o incômodo causado pelo seu uso. Quando se coloca, a primeira sensação é aquela parecida com “tem um pequeno cocozinho entalado”. Em torno de alguns minutos a gente se acostuma e passa a não perceber mais nada.
Porém, o plug não deve ser usado em casos de diarréia, pois será expulso. Já imaginou o estrago duplo?
E tem dois tamanhos, que não tem nenhuma relação com capacidade da ampola retal ou sacanagens afins: é tudo uma questão pessoal, cada um se adapta a um tamanho e ponto final. O tamanho a ser utilizado não deve ser determinado de antemão – deve-se experimentar os dois tamanhos e escolher aquele que se mostrar mais efetivo.
O produto é feito de uma espuma suave e confortável que permite a passagem de ar (sim, o pum passa por ele... e fede!), apresentando-se comprimido por uma película hidrossolúvel que se dissolve quando exposta ao calor e à umidade natural do reto, expandindo-se completamente, promovendo dessa forma uma barreira efetiva para as fezes. A espuma mantém sua maciez quando em uso e possui uma corda em tecido de algodão para a remoção.
Dicas: antes de começar a pensar na brincadeira, procure um profissional especializado no assunto, para discutir o seu caso.
E veja a fota, prá ir se acostumando com a idéia.

Imagens da Coloplast do Brasil Ltda.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Perdendo cocô...

Entonces que eu já estou com tempo até prá tomar banho, e voltei aqui.
E já que comecei entregando o ouro no título, vou completar o serviço.
Lembra que falei ali embaixo de como funciona o nosso corpinho na hora de evacuar?
Pois tem um tantão de motivos prá isso dar errado, prá variar um pouco...
A maioria desses motivos gira em torno de flacidez dos músculos dos esfíncteres (as torneirinhas, lembra?) do ânus.
Na verdade, esses músculos são assim como uns funcionários, que só trabalham se recebem ordens.
Como todos os músculos do nosso corpo, de novo!
E quem manda neles são os nervos.
Resumindo: se os músculos ficam frouxos por si só, não fecham direito a torneira e, bastou o cocô descer prá ampola retal e... suja-se as calças.
Ou então, se os nervos não funcionarem por alguma razão, não darão a ordem exata e... acontece a mesma coisa.
Bem, as razões prá isso acontecer são várias, vou listar algumas:

  • Lacerações do períneo (estupro, lesões graves no parto, etc)
  • Deficiência hormonal
  • Lesões neurológicas adquiridas ou congênitas (de nascimento)
  • Ânus imperfurado (lesão congênita)
  • Seqüelas de cirurgias pélvicas
  • Neuropatias por Diabetes mellitus

Sacou que num é pouca coisa?
Mas existem outros motivos que podem desencadear o “cansaço” dos músculos, sem que haja lesão nos nervos. A constipação intestinal, as alterações no tempo de trânsito intestinal (intestino rápido demais), as alterações cognitivas são outras razões para atrapalhar tudo também.
Sim, as pessoas que passam por confusão mental ou alteração de memória também podem perder fezes.
Vixe, já escrevi demais nesse post.
Então vou deixar uma pergunta prá você:
Já se imaginou correndo o risco de perder urina ou fezes a qualquer momento do dia, em qualquer lugar que você esteja?
Não é nada fácil. Tampouco contornável.
É sobre isso que vamos falar no próximo texto.
Beijoconas e até lá,

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O número dois

Agora vou dar um tempo na perda urinária e falar um tico da perda anal.
Sim, o correto é incontinência anal, pois as pessoas podem perder gases ou fezes pelo ânus, capturou?
Quer dizer que uma simples perda de gases pode ser problema???
Pode sim, e pode indicar também o início do problema.
Só prá você ter uma idéia, existem alguns índices para se avaliar a Incontinência anal, que são utilizados internacionalmente.
Eu utilizo e gosto muito deste do quadro abaixo, porque contempla uma avaliação da qualidade de vida e também porque foi feito por um cirurgião brasileiro.
Dê uma espiada prá ter uma idéia e faça a sua avaliação, se for o seu caso:

Índice de Incontinência Anal (Jorge; Wexner, 1993)










Ok, ok, depois dessa você vai precisar de um tempo prá pensar no assunto, pois deve ter ficado um tanto trapaiado(a) com a novidade. Enquanto você matuta por aí, eu dou os retoques finais no post de amanhã, no qual pretendo explicar como tudo isso acontece, tá bão? Beijoconas,

P.S. Imagens do Google