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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Perebas 2: e a saga continua.

Continuando a minha missão de ensandecer os viventes que aqui aportam, falaremos um tico a mais de perebas e quetais.
Se você já escafunchou a famiage toda em busca de alguma tia véia com pereba prá se meter a curandeiro, tem mais novidade na área.
Além das úlceras por pressão, você já deve ter visto muita gente com feridas nas pernas ou nos pés, com aquelas faixas horrendas.
Algumas vezes, prá efeito de esmola, o cabra costuma deixar babar um caldinho amarelo, que faz um efeito e tanto na doação... e fica muito chic, mesmo.
Como dizem que já disse Hipócrates, "cicatrizar é uma questão de tempo, mas também de oportunidade".
Isso significa que, com/sem ou apesar do profissional de saúde, as feridas tendem a fechar, um dia.
O grande problema é QUANDO isso ocorrerá.
Quanto mais demorar, pior a qualidade da nova pele no local, como já comentei antes.
E em muitos casos, apesar de haver um ingestão alimentar equilibrada, repouso, retirada da pressão, limpeza adequada, uso de coberturas inteligentes, etc, etc, a coisa não anda.
Pode ser por causa das condições circulatórias no local, que ocasionam as úlceras venosas (por doença venosa), as úlceras arteriais (por insuficiência arterial), ou as mistas.
Todas são chamadas de úlceras vasculogênicas.
Lindo nome prá uma criança, né?
Passando a régua: ferida nos membros inferiores requer avaliação da circulação, a ser feita por um cirurgião vascular. De responsa, de preferência.
Acha que tá bão? Que nada.
Existem ainda as úlceras diabéticas, causadas por alteração de sensibilidade ou, em casos mais avançados, por deficiência na microcirculação sanguínea.
Prá essas, antes de mais nada, é fundamental o controle rigoroso dos níveis glicêmicos. Senão nada feito.
Estamos falando de dieta, medicamentos, atividade física. Mudança de hábitos, em suma.
Tá pirando? Deixe de onda, temos ainda um caminhão de causas perebísticas por aí: leishmaniose, infecções bacterianas, dentre elas.
Para todas, sem exceção, o tratamento passa por controle do agente causador, suporte nutricional, repouso, uso de coberturas adequadas, limpeza do leito da ferida, ingestão hídrica, controle da dor e de doenças associadas.
Facinho, né?
Mas, para quem teve festas de findiano, férias, Carnaval, farra do boi, e tudo o mais, é só juntar as forças e mexer a buzanfa.
O trabalho é árduo, mas dá bons resultados.
Beijo no cachorro,